4 de mar. de 2014

POESIAS * AUTOR * Diobelso Teodoro de Souza


Biografia I
 Predisposição


Acho que nasci com a predisposição pra apreciar o que não presta muito, desajustado.

Procuro serventias em certas aparelhagens desusadas e utensílios que ninguém quer pra nada. Costumo recuperar algumas coisas, mas isso pode levar tempo.

Peço que não reparem muito nesse defeito meu: é que devo estar voltando às minhas origens, depois de algumas décadas.

Isso começou quando era bem menino: conseguia brinquedos despedaçados 

e formava palácios em meus reinados.

De uma rodinha grudada num eixo eu fazia um redemoinho tocando valsa.

Um helicóptero de 3 hélices eu já fiz de uma cabinezinha de ambulância sem porta, sem nada.

De uma flauta quebrada grudada num pedaço de alumínio eu tive a artimanha de fazer um passarinho de uma asa só que cantava muito.

Depois, já com uns 13 anos, fiz um time de futebol da gurizada que nunca era chamada para jogar nos times bons. Enfrentamos a seleção da cidade.

Resultado: ganhamos de 2 a 1, lá no Campão do Japonês, perto da Zona, em Glória de Dourados. Tava empatado 1 a 1 e fiz um golaço que não esqueço nunca: de falta, no meio da barreira à direita, que se abriu. 

Na Universidade,em 1979, formei o “Anistia”, só de caras rejeitados pelos outros times. 

Não deu muito certo, a gente só perdia, eu era o 10. Mas servia para tomar umas no Bar Anestesia, ouvir histórias do Zé Garçom e se aliviar depois das provas.

Devo ter virado médico devido essa necessidade de recuperar coisas que não prestam tanto e de andar com gente que não funciona direito. 

Pode ser uma predisposição: às vezes dá certo, mas não é muito culpa minha. Tem gente que gosta de desconcertos, que nem eu, e daí eu não mecho com elas. Já tão prontas.

No 3º. Ano Primário, a Profa. Vânia Medeiros disse que os poetas podiam provocar reajustes nos corações e até fazer reparos em almas despedaçadas, às vezes até com uma só palavra. Bastava que ela tivesse sido bem polida e engrenada.

Daí eu também procurei desenvolver essa capacidade besta: juntava palavras e pontuações que não eram muito usadas nas redações e trabalhos escolares e comecei a fazer alguns versinhos. 
Isso não adiantou muita coisa: não me lembro de ter ajudado recuperar nenhum suicida de paixão braba em Pronto Socorro.
Nunca gostei de usufruir só do bem bom. O melhor pra mim sempre foi fazer medalhas de tampinhas amassadas e conquistar reinados debaixo dos pés de manga do quintal. Por ali eu sempre me senti um rei. Penso que sempre fui um Rei menino que nem o Tuti (Tutancamon). Só que ele gostava muito de armas de brinquedo revestidas de ouro egípcio. Eu não: minha arma sempre foi aproveitar objetos despedaçados, brincar com coisas inúteis e desconfiar do que é feito só pra machucar. 
É que sempre fugi dos falatórios esquinados que ferem o corpo: prefiro a solidão dos cochichos de insetos e de pardais idiotas: ainda aprendo muito com eles. 
Meus carrinhos tinham rodinhas de mamonas e, mesmo assim, conseguiam ser rápidos demais. Tanto que fugiram dos meus sonhos atuais. Agora vivo atrás deles.

(Diobelso T. de Souza - Praia de Palmas-SC, 23/09/15).





FOTOGRAFIAS

Confesso que essas antigas fotografias
causaram um feed-back inesperado
Em todos os meus sentidos.
Talvez já estivesse meio desacostumado
A essas provocações nas lembranças:
Vou tatuando com os dedos cada casa,
Muros, árvores, córregos
Que aparecem nas fotografias...
Não brotam lamentos do meu interior:
Apenas lembranças esmiuçadas,
Que são como borboletas vivas,
Que ressurgiram do passado
E que sobrevoam diante de mim
Pausadamente.
Meu olhar fica estático, absorto,
Mas o coração em palpitação desconcertante,
Torna-se uma maquinaria de sudorese
Ao ver qualquer pedaço de rua,
Vultos humanos, plantações,
A Praça, o Relógio, os canteiros...
Então começo a sentir, levemente,
O cheiro impregnado e das poeiras da infância.
É que faz parte da minha constituição
Cada componente dessas imagens.
Por isso as carrego dentro de mim.
São prolongamentos invisíveis
Das minhas extremidades,
Partes das minhas vísceras,
Da minha existência de 55 anos.
São pertinentes ao meu corpo:
Me compõe, me forma, me define.
Vejo os primórdios da Presidente Vargas,
Os pontos comerciais, os quarteirões...
Lembro de alguns limites dos trajetos
Dos meus primeiros passos.
Deixo, então, me levar pela ternura
Que envolve completamente
Esse coração agora pastoso, amolecido.
É praticamente impossível, nesse momento,
Os olhos não se umedecerem
Na inspeção cautelosa
Dessas antigas fotografias.
Mas, antes que percebam
Alguma gotícula desajeitada
Escorrendo pela minha face,
Rapidamente abro uma janela
E tento mirar, mesmo na imaginação,
Qualquer horizonte possível.
E me deleito, assim, na doce saudade
E na melancolia vagarosa
Que me invade completamente.
(Palmas do Arvoredo-SC, 28/03/2014 03:45 m).



Diobelso Teodoro de Souza




                          - OS ORVALHOS NOS OLHOS DE UM MENINO-



I – DA QUARTA  LINHA
Saudade é todo esse tempo
Ficar pensando em Você
Minha Glória de Dourados:
Dos banhos alegres no Córrego das Moças
E dos animais mansos pastando
Nas beiras das suas estradas.
Do cheiro de bosta quente de vaca
Que os orvalhos misturavam em cedo
Com as plantações de algodão e amendoim.
Do gosto das chuvas serenas
Que fazem as poeiras da infância

Ainda brincar nas lembranças...
II - DOS EMPREGOS:
Recordo-me das modinhas matinais 
Que descendo da carroça cantava
Pelas ruas da querida Cidade
Na alegria dos meus seis anos:
Deixava por sobre os umbrais das janelas
(ainda sonolentas ou semi-abertas)
O mais puro litro branco de leite
Que eu trazia da Quarta-Linha.
Lembro-me de cada palmo das ruas
Em que pratiquei outros ofícios
Com quase nove anos de idade:
Com a alça do isopor no pescoço
Vendia picolés, cocadas, quebras-queixo.
Ou com o balaio de taquara bem amarrado
Na cargueira da Bicicleta Gorick vermelha
Entregava pães da Padaria do Cido
Nas ‘vendinhas’ das periferias e dos sítios.
E o primeiro meio salário-mínimo
Recebido no Bar do Seu Orozimbo
Quando já tinha meus doze anos.
Depois no Escritório de Contabilidade
E Despachante do Paulinho Guimarães
Era encarregado da faxina e Office-boy
Enquanto praticava datilografia
Nas máquinas Olivetti e Reminghton.
Finalmente aos quatorze anos
Exercia o papel de contador e caixa
No escritório da Bicicletaria Moura.
Até que em Fevereiro de 1974
De carona até Campo Grande
Com o Prof. Diogo e o Morishita
Fui cursar o Primeiro Científico.


III – DAS PESSOAS IMPORTANTES:

Recordo-me das instalações
Das primeiras Entidades Assistenciais
Lions Club e Seleta Caritativa;
Algumas lideranças dispostas e ilustres
Foram bons exemplos para mim:
Antônio Shiave, Nildo Carvalho,
Pe. Roberto, Aparício, Lúcio, 
José de Azevedo, Aniz, Lourival, etc.
O enfermeiro carismático Santiago
E os médicos Origenes Simões,
(ao lado do Bahia Hotel)
Raul (o peruano), e a dupla
Roberto e Guerino, no Hospital.
Incluo ainda o barbudo ‘Primo, o Louco’
Um intermitente poeta de rua
Que se fazia de guarda de trânsito
Nas esquinas da Avenida:
Declamava seus versos e cantava
Bem às portas dos Salões de Beleza.
Também não posso deixar de citar
As moças da Casa da Dona Belmira
(que era um dos principais pontos da ‘Zona’
Aonde engraxei muitos sapatos e bolsas)
Todos foram, de alguma forma,
Importantes na vida desse menino!

IV – DO BURACÃO:

Lembro-me bem dos dias tão tristes 
Das chuvas torrenciais contínuas
Que formaram a erosão avassaladora, 
Que em zigue-zague voraz e carnívoro,
Avançara rasgando suas carnes
Quase sangrando a Presidente Vargas.
E as pequeninas mãos desse menino
Ajudaram a encher sacos de areia e cascalhos
Para estancar a hemorragia de suas entranhas
Que respingava na face das pessoas
Em forma de gotas de orvalhos nos olhos...


V – DO COLÉGIO I.E.S.S.:

Saudades dos professores inesquecíveis:
Irene Brigatti, Maria, Vânia,
Depois Durvalina, Dorinha, Izaura,
Quincas, Edson, Diogo.
O poeta Hamintas Barreto
E tantos outros da minha infância.
As primeiras filosofanças
Nas saídas ou nos intervalos
Com o Vilora (‘o nada Calado!’)
Ou com o concentrado Jun Osaki.
Haviam as ilustrações mirabolantes
Nos folhetins do grêmio estudantil
Do criativo Nerivaldo Torquatto.
E também as letras bem desenhadas
Que aprendi, com muito capricho,
Com o recém chegado José Adeide.
O som estridente da campainha
Que muitas vezes nos despertava
Nas pesadas carteiras de peroba
Aonde sentávamos em duplas.
E depois, pelas ruas poeirentas
Lá se ia o murmúrio animado
Ao final das aulas noturnas.
Teria que se apressar os passos
Pois as luzes nos postes de aroeira




VI – ALGUMAS DIVERSÕES:

O cheiro de mato orvalhado
Que emanava do denso bosque
Localizado bem próximo ao Colégio.
Os preás, os pássaros, as frutas do mato...
É bem fácil eu fechar os meus olhos
E ouvir novamente o alvoroço rasteiro
Que por entre as ramagens e galhos
Faziam os calangos desesperados, fugindo,
Das enxadas e foices do Antônio Doarte. 
Saudades dos antigos Cinemas:
Cine Lar do Menor, Reino, Presidente,
Que traziam Tarzan, ‘macistes’ e Roy Rogers...
E das canções que saíam rasgadas
Das guitarras do Conjunto dos Araújos,
Na Pista de Dança do Ginásio,
Naquelas preguiçosas tardes de Domingo.
E os amigos mais assíduos
das brincadeiras inventadas
De ‘salva’, faroeste ou de espadas:
No ‘mamonal’ ou nos canaviais
Que ficavam nos quarteirões
Ao redor do Cine Lar e do Colégio:
Rui Simões, Guga, Luís Tripa, Nikika,
Moisés, Telmo, Terrinha e outros.
Além do Domingos e o Edson,
Que eram mantidos e cuidados 
pelo Pe. Roberto, o Diretor.
Agora, a lembrança no peito não cabe
Também dos forrós namoradeiros
Em meio às poeiras e os barreiros
Com a Sanfona do Joabe...
Nos tantos recantos rurais
Da Terceira, Quarta, Quinta Linhas:
Estão vivos nas recordações minhas
Dias como aqueles não tive mais! 


VII – DO FUTEBOL:

Recordo-me de grandes jogos históricos
No campão oficial da ‘Vila Sapo’
Ao final da estrada da JB:
Sob as traves, o Bica pegava tudo,
Havia o Zezinho e o Futrica pelo meio
E o goleador Hildebrando na frente.
E também o Bauru e o Jaburu
A grande zaga do ‘Dois de Maio’!
Não há como ficar no esquecimento
Alguns dos ídolos desse menino...
E os amigos das ‘peladas’ de rua
Que ocorriam na Melvin Jones
Próximo da casa dos Toro Vidal:
Zé Bezerra, Bené, Tonho,
Paulo Ximenes, Tão, Donizete,
Carlos Campos, Zé Galo e outros...
Onde estarão todos, meu Deus?
E também o Dedé (do seu Zé Venâncio)
Costurando as nossas bolas de sonhos
Que nem eram as de Número Cinco.
Mas hoje nós bem sabemos
Eram todas Oficiais!





VIII – DA FANFARRA:

Saudade da velha fanfarra
Que acordava a cidade bem cedo
Com os apitos ritmados e agudos
Do Instrutor, Paulinho Magalhães:
O meu tarol, os triângulos, as cornetas,
Umedecidos ainda de orvalhos
Ressoam intensamente dentro de mim.
Aqueles ensaios nas madrugadas



O tempo arrastou pra bem longe...
IX – DA AVENIDA PRESIDENTE VARGAS:

Favor fecharem as portas
Na Avenida Presidente Vargas
Para o finado passar’.
Não há como esquecer aquelas tardes
Em que, nos canteiros centrais da Avenida,
As pernas bem torneadas e lisas
Da colega de sala Madalena Lanziani
Tentavam se esconder, inutilmente,
Sob a saia vermelha, bem curta,
Dos olhos atentos desse menino



Em plena fase hormonal púbere!
X – DA PRAÇA CENTRAL:



Recordo bem dos seus bancos de cimento
E as pontezinhas sobre canteiro de águas;
A primeira TV, Colorado RQ, no alto,
Instalada entre o Relógio e o Palanque.
E assim que o Gerador, já cansado,
Da Máquina de Arroz do Mané Campo
Terminava por apagar as luzes
Ainda havia as estórias verdadeiras
Do Seu Lourenço, o Guarda: 
Depois de todos os bares fechados
E ninguém mais na Pracinha.
Só restavam aquelas últimas falas,

Seus poetas seguiam em paz!

XI – DOS ORVALHOS:

Saudade, enfim, é todo esse tempo
Ficar pensando em Você
Minha Glória de Dourados:
Que os orvalhos das suas madrugadas
No vai e em do tempo
Umedeceram a minha alma.
E ficaram molhando para sempre

Os olhos desse menino.

(confissões de um pequeno passageiro do tempo em Glória) 

Diobelso Teodoro de Souza, poeta, médico. De uma prole de 7, da Dona Ester Ribeiro, é o filho do meio: João, Samuel, Cezira – eu – Chris, Geter e Cléia. Todos estão bem vivos, graças a Deus!








19 de fev. de 2014

Juiz Marcelo Câmara Rasslan toma posse como membro efetivo no TRE-MS

Tomou posse nesta segunda-feira (17), como membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), o Juiz Marcelo Câmara Rasslan, para o biênio 2014/2016, na classe de Juiz de Direito, em vaga decorrente do término do mandato do Juiz Luiz Cláudio Bonassini da Silva.
Ao ser empossado, Marcelo Rasslan ressaltou que “(...) Ainda nos resta confiar na política como meio de solução efetiva dos problemas sociais. Temos certeza de que o novo tempo, de realização destes ideais, sempre anunciado, continuará a ser construído, mesmo que vagarosamente. Que eu possa, de forma simples, ajudar a Justiça Eleitoral da minha terra, e contribuir para tanto”.
Marcelo Câmara Rasslan é natural de Dourados e ingressou na magistratura em junho de 1988, tendo atuado nas comarcas de Costa Rica (circunscrição de Paranaíba), Sidrolândia e Ivinhema. Em 1999 foi promovido, por merecimento, a juiz de entrância especial e desde então vem atuando na 2ª Vara Cível da Capital, na qual permanece como titular até os dias atuais.
Rasslan foi também juiz auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Estado, no biênio 2003/04 e presidiu a Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul entre 2005/06, da qual fora Vice-Presidente no biênio anterior.

24 de jan. de 2014

ASSIM DIZ... ANIS RASSLAN

ANIS RASLAN
Calaram-se muitas e preciosas vozes que sempre defendiam nosso Município, enfrentando grande dificuldade no passado, me refiro ao Vice Prefeito Antonio Borges de Carvalho, Padre Roberto Fulcho do Nascimento; Prefeito José de Azevedo, Prefeito Morishyta, calou-se até o nosso prefeito Jairo de Vasconcelos que, ante tanta injustiça, tanta denuncia vazia; tanta calunia, humilhação e decepção política, daqui se foi em busca de trabalho na Capital para sustentar seus filhos e educá-los com dignidade, só deixou aqui um rastro bonito de homem trabalhador e voltado para o futuro, aquecendo a economia do lugar com a introdução de bovinocultura de leite, suinocultura, sericicultura, avicultura de corte e postura, tendo introduzido uma forma de cooperativismo entre os produtores que até hoje os garante na boa terra de Glória de Dourados, sem contar com o valor social e econômico da Aproleite que até hoje presta relevantes serviços a classe produtora. Gente, só sobrou eu, no limiar dos meus 80 anos, filho de uma pequena mulher de 1,55 m. que enfrentou, na 2ª guerra mundial, políticos e bandidos que queriam incendiar nossa casa...ela os rechaçou com um revolver em punho, defendendo com galhardia a sua ninhada de 7 filhos. É daí que venho, sangue bom, raça boa, destemida, nunca tive medo de nada, principalmente de ser justo e direito...portanto, veladas ameaças de processos, que as guardem no cofre mais especial e precioso que possuem...estou aqui mandando meu recado e cumprindo meu dever. Coloquei hoje no álbum “a cidade chora” mais uma boa quantidade de fotos que atestam o abandono em que a cidade se encontra...obras paralisadas, restos de construção jogados em qualquer lugar e, até mesmo, ao lado do prédio da Câmara de Vereadores...imagine que o aposentado que recebe o mínimo, aluga uma caçamba e paga os R$ 30,00 para retirada dos seus...é de rir...e rir muito....da falta de cuidado com a coisa pública...Bem já mostrei as mazelas em que vivemos, o Posto de Saúde da Nova Glória paralisado e deveria ser entregue em Janeiro de 2.012. A Creche, paralisada há vários anos, pois o carrancisco não deixa um continuar a obra do antecessor...a creche que serve a população, com rachaduras e precisando reformas...onde buscar tanto recurso, de repente, afim de não fazer feio no próximo 2 de Maio? Não sei, mas todos nos sabemos, pela publicação mensal do Governador do Estado, que, entre 1.5 a 1.8 milhões caem na conta todos os meses. O que fazem com o dinheiro? Só dá para a folha de funcionários? O que o povo revoltado quer saber é o que é feito de tudo isso, quais os passos já dados, quais os que serão dados, onde está aplicado o dinheiro...com transparência e clareza, balanços de contabilidade só os técnicos entendem. Portanto, cabe a Câmara de Vereadores esclarecer a população e, no caso dela nada saber, CONVOCAR, EXIGIR, TRANSIGIR O QUE É DE DIREITO DO POVO. Dele é o poder e não das pessoas que querem defender os seus próprios interesses. Esse o CLAMOR do POVO e o CLAMOR deste octogenário que não aguenta mais viver essa calamidade...numa cidade linda, cheia de moradores bons e trabalhadores. Vendo o ruralista mal servido de estradas e o comércio desaquecido e solitário. Só queremos respeito, chega de conversa fiada. Terminei aqui o meu pedido e vou aguardar a decisão da câmara para decidir se volto ou não a ocupar essa rede social. Agradeço a todos pela paciência. Tenho certeza que nove cabeças bem dotadas de inteligência e razão me entenderão e alguma coisa será feita para evitar mais promessas e mais decepções.


Hoje me senti realizado vendo a minha amiga Kenia Fukuda, fotografando, exibindo e exigindo reparos...isso é determinante no processo democrático do pais. Que o cidadão, eleitor livre dos currais costumeiros, se manifeste e peça providências aos competentes administradores que, muitas vezes, nem sabem o que está se passando. O fato é que a casa pública está inchada de tantos elementos incapazes, sem a minima condição de exercer qualquer função, ocupando a vaga de outros cidadãos qualificados que ajudem na verdade no processo de conservação das nossas coisas e valores públicos. Parabens Kenia, o que voce está fazendo é digno de louvor. Continue assim, pois, ao meu ver, as coisas aqui só andam via "face" não é? os buracos (centenas deles) que mostrei no passado já não mais estão aí sorrindo com as bocas escancaradas zombando do nosso povo. Já os taparam devidamente, apenas ficaram alguns, talvez por esquecimento, ou truculência de zombaria. Alguns amigos chegaram a me perguntar porque parei, foi ameaçado? foi comprado? kkkkkkkkkkkkk Não, eu apenas queria ver a cidade melhor vestida de cuidados...os administradores...esses eu não tenho interesse nenhum em ofender ou agradar, eles estão administradores e jamais o serão para sempre. eleições virão...respostas serão dadas a tempo e a hora. Riam agora, depois veremos....Não tenha medo de ameaças, pois jamais alguem poderá persegui-la ou molestá-la por defender as coisas certas e justas...Ninguem poderá jamais usar a máquina para vinganças ou ameaças...isso é lenda do passado. kkkkkkkkkkkkkk Depois, sinta-se agasalhada no meu respeito e admiração, e olhe em mim um cidadão municipalista que a defenderá sempre que estiver praticando a verdade, com coerência, sem palavras de baixo calão na rede social. Isso engrandece, enaltece e constroi mesmo uma cidade; Ameaças são pequenas pedradas que jamais acertarão as poderosas balas de canhão que temos dentro da verdade e da Justiça. Nelas estamos embasados e nelas possuimos grande munição que estarão sempre ao seu alcance.
Pensar não custa muito...e temos muito que faze-lo, inda mais neste ano de Copa do Mundo, quando nossas mentes poderão ficar mais opacas com o certame mundial e não percebermos direito o que se passa no mundo politico. Imaginem vocês que em 30 de Dezembro vim nessa rede social parabenizar o proprietário da CASSAM e denunciar o descaso com relação a um projeto de desmembramento de terrenos urbanos que foi encaminhado para aprovação em 14 de Novembro passado...Batemos na "cangalha" só pra ver se os bois andavam...e isto não aconteceu...sem aprovação e sem nenhuma resposta. Tudo parado, dinheiro, pessoas que querem trabalhar na construção civil, outras que querem aproveitar o financiamento da CEF pra adquirir sua casinha de morada, e nada, nada, nada. Que descaso heim minha gente? Onde não existe Lei Municipal terá que ser observada a Lei Federal que diz que a área menor a ser loteada deverá ser de 125 metros quadrados...as áreas do projeto são de 160 metros quadrados. Então o que impede? O Departamento de Engenharia é de fato um departamento com autonomia ou é uma 'ENGENHOCARIA"? Meu Deus o que fez o Sali Cassimiro por aqui que nem merece um tratamento de respeito?...o homem vem, trabalha, constroi, urbaniza, faz as vezes até de um bom administrador, pois faz calçadas, muros etc. e nem merece uma atenção? Estamos mergulhados nesse marasmo total heim? Não merecemos cuidados, pra que homens públicos então? pra que administradores? Uma bela intervenção resolveria o problema? pois sim, a casa é nossa e teremos que tomar as providências cabiveis, já não chega o descaso total? ruas esburacadas, com verdadeiras crateras que ficam sorrindo pra gente com a batida seca de nossos carros que vivem nas oficinas. Falta água... Falta atenção...Falta comunicação....falta respeito...falta tudo, é lixo por toda a parte, restos de construção obstruindo as passagens. Um caos verdadeiro. Prato cheio para quem gosta de mazelas e desmandos. A casa cheia de funcionários...e falta tudo...dinheiro nem tem não é? mal gasto assim não pode ter mesmo. Tem funcionário que frequenta universidade em Dourados e só chega às 14 horas....e que horas trabalha? nem sabemos...Outros designados para escolas e outras repartições, nem aparecem. Queremos nossa cidade trabalhando, buscando um horizonte melhor de perspectivas para nossa gente. E os cadeirantes, os que andam de bengalas e muletas só querem de novo sair pelas ruas lindas de nossa cidade.
Eles só querem liberdade de ir, vir e passar,
e ver a banda tocar 
nalgum ponto da cidade onde não exista lixos e detritos atirados. Meu Deus, até em volta das cercas da Garagem Municipal tem restos de podas de árvores e lixos...alí, nos olhos de quem deveria TRABALHAR pra fazer jús ao dinheiro suado deste povo trabalhador e ordeiro de Glória de Dourados.; SE ORIENTEM...POR FAVOR...E NEM APAREÇAM PRA PEDIR VOTOS PRA SEUS CANDIDATOS... ELES JÁ FORAM PRO LIXO, TAMBÉM, E FICARÃO AMONTOADOS NOS PORTÕES DE NOSSAS CASAS, ESPERANDO ATENÇÃO E DIAS MELHORES. SE ORIENTEM...SE ORIENTEM...SE ORIENTEM...


Da minha janela, aqui no Cartório, fico olhando um toco de árvore de mais ou menos 2 metros de altura...ela estava querendo cair na rua e depois de insistentes pedidos dos moradores e frequentadores durante dois anos, mandaram corta-la...Foi uma parafernalha toda de procedimentos...caminhoes, pá carregadeira, caminhonete com escada, moto serra, mais ou menos 10 funcionários...foi lindo ver o trabalho do Geraldinho subindo na escada e serrando a fortaleza verde que daqui não queria sair...Hoje só vejo o toco que ficou como suvenir...lembrancinha para o proprietário da Passarela...segundo o "pessoal" o morador é o dono do toco e dele terá que se livrar...Como? alguém poderá me informar? se durante dois dias de trabalho intenso, muito gasto de combustivel e máquinas e carros não conseguiram...quem mais teria condições de faze-lo...ali na calçada...no lugar publico (diga-se de passagem, público sem nenhuma administração que os atenda a contento) Legal mesmo é olhar o toco e nele ver refletido o diploma de competência das autoridades locais...temos tocos demais, água de menos, buracos demais, carros quebrados demais...enfim, assim somos felizes nesta terra dadivosa onde reside um toco desprezado por todos, na esquina da avenida Presidente Vargas. Quem sabe poderemos banhá-lo a ouro e pendura-lo no lindo pescoço de quem o merece não é?
Inicia-se novo ano, novas campanhas eleitorais para elegermos deputados estaduais, federais, senadores etc. etc. Vamos perguntar aos candidatos (novos) quais suas intenções com relação à redução da idade penal do cidadão brasileiro? vamos perguntar aos que pleiteiam re-eleição sobre o que fizeram sobre isso tudo? Ou vamos deixar como está e sempre esteve até que alguém da nossa própria família seja sacrificado? daí nem adianta ficar na TV pedindo Justiça...se você não a faz, n ão pode por ela pugnar não é mesmo?...Que tal pensar numa outra eleição, a de 1.916? Que tal pensar em uma pessoa boa e de intenções boas, com tino administrativo que possa conduzir nosso Municipio para o rol dos "bons", saindo assim do rol dos "péssimos" em matéria de perspectivas e investimentos?...Que tal pensar num Prefeito que acenda as luzes nas festas de final de ano e não fique nas esquinas reclamando que não tem dinheiro e nem verbas? que tal pensar em um que saiba buscar recursos e criar rendas para tal fim? que tal pensar em alguém que mande fiscalizar e policiar a cidade no sentido de podermos passar pelas ruas e calçadas sem impedimentos de entulhos e outros atrapalhos? Que tal buscar alguem que crie uma forma de um cadeirante poder transitar pela cidade, sem degraus, sem muretas, sem canteiros em torno de árvores?...enfim, que tal procurar alguém que verdadeiramente ame esta cidade maravilhosa e a queira sempre bonita e acolhedora?


5 de dez. de 2013

MEU AMIGO PEDRO


Meu amigo Pedro


Conheci Pedrinho desde sempre, moleques, com ele me convidando para ir “pro mato tirar toras” serviço de macho disse ele. E era verdade, pois se existe um serviço pesado, duro, é tirar toras no cavaco. Deixa eu explicar, naqueles tempos não tínhamos trator, carregadeiras, guinchos e outros modernismos, o trabalho era todo manual, a não ser o corte que utilizávamos motosserras. O serviço era em partes, primeiro entravamos no mato para localizar as arvores, localizadas, derrubar, repicar em toras de 6, 7 metros, ai abríamos um carreador usando foices e machados para entrar com o caminhão até as toras, carregar as toras até a esplanada, descarregar e ir buscar mais até completar a carga. Tínhamos, obrigatoriamente que fazer esse trabalho de carregar, descarregar e carregar novamente pois o caminhão não saia de dentro do mato carregado, afundava que só. Horário de sair era 4:00, de chegar era Deus quem sabia. Abelhas, marimbondos e muitas cobras a incomodar, o cabo da catraca não alisava ninguém mesmo, como dizia: serviço de cabloco homem. Pedro vinha de uma linhagem de madeireiros, seu Pedro, seus tios Orlando e Toninho, seu primo Mariano, seu avô “Seu” Antonio, construtor de serrarias. Seu pai Pedro Lanziani teve serraria e beneficio em Regente Feijó, sendo um dos precursores da industrialização e beneficio da madeira, montou em Porto Epitácio uma serraria monstro, com uma serra Guincha, uma vertical que puxava 12 folhas, destas só existiram 4 no Brasil, depois caíram em desuso pela necessidade imensa de energia e foram substituídas pela serra fita, seu Pedro montou a serraria com um locomovel, “vapor” de 60 CV coisa de 30 metros de caldeira, maquina linda de ver, inglesa. Não dando certo seus investimentos (estava anos a frente de seu tempo) mudou-se para Gloria de Dourados e montou a Madeireira Perobal, se tornando um dos maiores fornecedores de cruzetas para a Cemat, Cemig e tantas outras. Pedrinho, seu braço direito, além de uma capacidade enorme de trabalho (tinha uma resistência surpreendente), era aventureiro e tinha também facilidade de arrumar as mais variadas encrencas além de ser um pescador compulsivo. Pescava até em poça de estrada, eu brincava.
Impossível eu relatar causos de minha vida sem estar com Pedrinho que participou de quase todas minhas aventuras (e desventuras rsrsr).Uma vez estávamos de caminhão fazendo isso, erramos a estrada na 20 linha e descemos o barranco, fomos parar no córrego e a cabine caiu a 10 metros do chassi. Era um caminhão antigo que seu Pedro Lanziani tinha reformado inteiro e não queria que usassem para nada, tava lindo o caminhãozinho, até nós usarmos, perda total, sobrou quase nada!!! rsrsrsrssrsrsrsrsrsrsrsr
Pedrinho partiu cedo desta vida e deixou ótimas lembranças e uma saudade enorme, gostaria muito de ter a companhia dele agora com filhos crescidos, netos, genros, sobrinhada, seria bom assar um leitão (cateto a gente não pode mais) no tambor tomando whisky com cerveja (não sei se aguento) e contando nossos causos, nossa historia. A ultima vez que falei com Pedrinho , foi quando ele me ligou dizendo que estava indo se internar no Hospital das Clinicas (ele estava morando em SP) que ele não se sentia bem e iria realizar alguns exames, ao estilo dele disse que não era nada e depois me ligava. Dois dias depois chegou a noticia de sua passagem.
A gente ainda se encontra por esses sertões meu amigo, a gente ainda se vê.